domingo, 10 de abril de 2011

A SIMBOLOGIA COMUNISTA


Para a análise desta semana, trago um dos símbolos mais famosos da história da humanidade: o do Comunismo.
Poucas vezes na história um símbolo representou tão bem uma ideologia e poucos são os símbolos constituídos de tamanha força ideológica!
Sendo assim, devo deixar claro desde o início que a minha intenção aqui não é defendê-lo ou recriminá-lo, o que daria uma ótima discussão, mas isso fugiria da proposta do blog.
Pra começar, devo registrar que o símbolo comunista fora utilizado pela primeira vez, em 1923 na Rússia. Ele estampara a nova bandeira do país, que a luz daquele período, sobre o comando do revolucionário Vladmir Lenin, passara a se chamar União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, também conhecida pela sigla URSS.
Vamos assim para nossa análise:
Percebemos que o símbolo é formado por dois instrumentos, uma foice e um martelo, que apresentam-se cruzados. Neste caso, a foice representa os trabalhadores rurais e/ou os camponeses, já o martelo nos remete a mão-de-obra operária. Esses dois instrumentos de trabalho que compõem o símbolo comunista estão carregados, ideologicamente falando, pois ambos representam o proletariado, ou seja, a classe trabalhadora. Os trabalhadores constituem a “classe revolucionária” segundo a doutrina comunista idealizada por Karl Marx e Friedrich Engels no século XIX. Para ambos, cabia ao trabalhador a responsabilidade de destruir o sistema capitalista, o que colocaria fim a propriedade privada dos meios de produção, esta segundo os dois teóricos, era a principal causa da desigualdade social.
Outro aspecto que nos chama atenção é o fato da foice e do martelo estarem cruzados, dando-nos a sensação de união, ou seja, numa sociedade aonde os meios de produção estão comumente distribuídos, os trabalhadores são apresentados como a base do sistema comunista. Eles são responsáveis pelo sucesso do mesmo.
Além da foice e do martelo interligados, é comum inserir ao símbolo, uma estrela de 5 pontas, também utilizada primeiramente pelos russos na bandeira soviética que se presentava da seguinte forma:


Bandeira da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), criada em 1923.

Essa estrela amarela de 5 pontas sobre um fundo vermelho (cor da revolução), representa os 5 continentes, numa alusão a ideologia de que era necessário estender a  revolução à outras nações, assim a União Soviética estaria fortalecida com relação as possíveis “investidas” do mundo capitalista. Também as 5 pontas representam os camponeses, os operários, o exército, os intelectuais e a juventude, os pilares capazes de bem manter a harmonia e a continuidade do sistema comunista.
Para finalizarmos, só a nível de curiosidade, deixo alguns brasões de países que aderiram ao comunismo ao longo da história.

Saudações históricas!



7 comentários:

  1. sem dúvidas,que o principal objetivo do socialismo era de construir uma sociedade com um mínimo de desigualdade,uma pena que tudo isso só ficou no papel e nos símbolos.
    parabéns ao professor hermes pela postagem.

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  2. Na realidade nenhum país conseguiu completar a proposta marxista de COMUNISMO. No máximo, um socialismo imposto que nunca deu e jamais dará certo. Nada na história da humanidade gerou tantas mortes, são mais de 100.000.0000 de vidas ceifadas pela repressão, fome e guerras.
    Particularmente creio num capitalismo mais humanizado aonde sociedade e governo cumpram seu devido papel no que se refere a distribuição de renda.

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  3. Concordo com você, tio Júnior...
    E no meu ponto de vista, caso a proposta marxista de COMUNISMO, chegasse ao fim,o país seria uma desordem social,economica e politica...Ninguém respeitaria o próximo e o indice de morte aumentaria constantemente!
    AMEI ESTUDAR A REVOLUÇÃO RUSSA, MAS NADA SE COMPARA A I GUERRA MUNDIAL!

    Sheu

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  4. Valeu Louis,
    Os conteúdos do 9º ano são legais mesmos.
    Fico feliz por vossa visita ao blog e tomara que ela se torne algo constante e que possa t ajudar de alguma forma nos estudos.

    Forte abraço!
    Prof. Júnior

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  5. Não acredito em um capitalismo humanizado. A gênese do capitalismo se deu a partir de bases exploratórias e desde então se assenta em relações de desigualdade e subordinação, sendo assim pensar que ele pode ser transformado é acreditar em algo utópico que para mim torna-se inimaginável, pois o capitalismo em sua essencia representa divisão de classes calcada na diferenciação entre elas. Juliana

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    1. E qual seria a solução ideal, mimosa?

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  6. Concordo em parte com o q vc argumentou.
    Entre a igualdade imposta e a desigualdade irreversível porém que pode sim ser amenisada, fico com a segunda opção. Tens razão quando diz q o capitalismo s fundamenta na divisão de classes, mas é possível sim diminuir o abismo entre estas. Acredito q para isto o Estado deve assumir o papel de viabilizador proporcionando sobretudo uma educação de qualidade, ou/e criando estratégias que minimizem essa desigualdade. Olha o exemplo do Brasil:

    http://www.youtube.com/watch?v=UBunglYrkBo&feature=watch_response

    coloca o vídeo em 40 segundos e assiste

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